Queimaduras, quedas, sufocamento: como proteger os filhos de acidentes domésticos?

Durante incidente, pais e cuidadores precisam manter a calma antes de agir; entenda

Quando o bebê nasce, a família se prepara para a chegada do pequeno: compra toda a espécie de itens de maternidade e, em alguns casos, até reforma a casa. No entanto, as crianças crescem rápido e logo aprendem a ficar sentadas, a engatinhar e a dar os primeiros passos. É aí que mora o perigo.

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Como saber se a criança tem pé chato?

Especialista mostra que o melhor, para prevenir o problema, é deixar os pequenos caminharem com os pés descalços em diferentes terrenos

Entre tropeços e acertos, por volta do primeiro ano de idade, os pequenos começam a arriscar alguns passos. Mas, logo já estão dando aquele trabalho, correndo pela casa toda, certo? Entretanto, passado algum tempo, quando notam algo estranho na aparência do pé ou no modo como o filho anda, apoiando toda a planta do pé no chão, os pais podem se perguntar se a criança tem pé chato. Segundo o médico Bruno Massa, o pé plano se trata de uma constituição anatômica normal a todos os bebês durante os primeiros anos de vida.

“A curvatura do pé depende do desenvolvimento da criança e até mesmo do estímulo do andar para se formar. Por isso, só confirmamos o diagnóstico aos quatro anos de idade”, diz o ortopedista, que atua no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Se ainda assim a queixa persistir, os pais devem procurar um ortopedista para avaliar não apenas a anatomia, mas a rigidez e o incomodo que o paciente sente. “Isso porque o pé pode, de fato, ter menos arco medial, mas não causar sintomas à criança. A intervenção médica só é recomendada quando há dor ou calosidade”, explica o especialista.

Quando a condição interfere apenas no andar, ou se trata apenas de uma questão estética, a cirurgia não é indicada, pois, de acordo com Bruno Massa, é preciso respeitar a mecânica natural de cada indivíduo. “Uma das causas mais frequentes de fratura em atletas ocorre quando o técnico tenta modificar o modo como a pessoa corre. Isso aumenta o estresse em estruturas que antes não estavam preparadas para isso, gerando lesão em vez de melhorar a performance”, exemplifica o ortopedista.

Bota e palmilha resolvem?

A antiga resolução para o pé chato ficou no passado. Segundo Bruno, vários estudos aplicados em populações diferentes, que usaram ou não bota, apontaram que o percentual de crianças que mantiveram ou que corrigiram o pé plano é igual. Ou seja, sem eficácia comprovada, o método não é mais utilizado.

O que, de fato, surte efeito na opinião do especialista é deixar que a criança ande descalça desde pequena, em terrenos diferentes. A meia antiderrapante não vale. Só mesmo com o pé no chão o bebê vai se acostumando às diferentes texturas, temperaturas. “Isso fortalece a musculatura intrínseca do pé e diminui a incidência de pé plano”, diz o especialista.

Bruno explica que pés planos são flexíveis e amortecem muito bem, por isso, outra recomendação é optar por calçados mais firmes, com bicos arredondados. Também não custa nada lembrar que o uso de salto alto é recomendado apenas na adolescência, quando já se atingiu maturidade óssea.

Artigo originalmente postado em: Uai

Pé chato: Diagnóstico é certeiro só após os 4 anos

Entre tropeços e acertos, por volta do primeiro ano de idade, os pequenos começam a arriscar alguns passos. Mas logo já estão dando aquele trabalho, correndo pela casa toda, certo? Entretanto, passado algum tempo, quando notam algo estranho na aparência do pé ou no modo como o filho anda, apoiando toda a planta do pé no chão, os pais podem se perguntar se a criança tem pé chato. Segundo o médico Bruno Massa, o pé plano se trata de uma constituição anatômica normal a todos os bebês durante os primeiros anos de vida.

“A curvatura do pé depende do desenvolvimento da criança e até mesmo do estímulo do andar para se formar. Por isso, só confirmamos o diagnóstico aos quatro anos de idade”, diz o ortopedista que atua no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas.

Se ainda assim a queixa persistir, os pais devem procurar um ortopedista para avaliar não apenas a anatomia, mas a rigidez e o incomodo que o paciente sente. “Isso porque o pé pode, de fato, ter menos arco medial, mas não causar sintomas à criança. A intervenção médica só é recomendada quando há dor ou calosidade.”

Quando a condição interfere apenas no andar, ou se trata apenas de uma questão estética, a cirurgia não é indicada, pois, de acordo com doutor Bruno, é preciso respeitar a mecânica natural de cada indivíduo. “Uma das causas mais frequentes de fratura em atletas ocorre quando o técnico tenta modificar o modo como a pessoa corre. Isso aumenta o estresse em estruturas que antes não estavam preparadas para isso, gerando lesão em vez de melhorar a performance”, exemplifica o especialista.

Quando o médico percebe, no exame físico, que as articulações não são flexíveis entre elas, essa rigidez também é motivo de intervenção, que pode ser cirúrgica, a fim de realinhar os ossos do pé, ou readequar o uso de calçado. “Tal condição, mais frequente em pés planos, pode indicar a presença de uma ponte óssea que limita o movimento entre os ossos do pé e isso, geralmente, causa dor. Também pode acontecer de o paciente passar a infância sem sintomas e o problema incomodar na fase adulta”, complementa Bruno.

Bota e palmilha resolvem?

A antiga resolução para o pé chato ficou no passado. Segundo Bruno, vários estudos aplicados em populações diferentes, que usaram e não usaram bota, apontaram que o percentual de crianças que mantiveram ou não o pé plano é igual. Ou seja, sem eficácia comprovada, o método não é mais utilizado.

O que, de fato, surte efeito na opinião do especialista é deixar que a criança ande descalça desde pequena, em terrenos diferentes. A meia antiderrapante não vale. Só mesmo com o pé no chão o bebê vai se acostumando às diferentes texturas, temperaturas. “Isso fortalece a musculatura intrínseca do pé e diminui a incidência de pé plano.”

Bruno explica que pés planos são flexíveis e amortecem muito bem, por isso, outra recomendação é optar por calçados mais firmes, com bicos arredondados. Também não custa nada lembrar que o uso de salto alto é recomendado apenas na adolescência, quando já se atingiu maturidade óssea.

Artigo originalmente publicado em: Portal EBC

O que é a “Dor do Crescimento”?

A dor do crescimento é a dor que acomete geralmente crianças de 3 a 12 anos, principalmente nas pernas, de forma simétrica, em episódios que costumam acontecer no final da tarde ou à noite e que, principalmente, não tem nenhuma alteração nos exames físico e radiográfico.

O termo “Dor do Crescimento” foi descrito há muitos anos e, desde então, é empregado para descrever essa dor de causa desconhecida. Por muitos anos, acreditava-se que a dor era causada pelo esqueleto em crescimento, porém nenhum estudo conseguiu comprovar essa teoria. Pelo contrário, a idade de maior prevalência da dor não é a de maior crescimento: a dor tende a desaparecer na adolescência quando há o estirão de crescimento.

Estudos mais recentes trouxeram maiores informações e indicaram uma nova abordagem para esses pacientes.

Dor do Crescimento existe?

Sintomas
Dor, principalmente nas pernas, com intensidade variável. Algumas crianças têm quadros mais intensos, chegando a chorar e acordar devido à dor, mas na maioria das vezes, ela se apresenta de forma leve a moderada.

Ocorre sempre no final da tarde ou à noite.

Na maioria dos casos, a dor aparece em ambos os membros, mas pode ocorrer em apenas um. A ocorrência é variável e raramente é diária.

Diagnóstico
O diagnóstico é clinico. O exame físico e radiográfico em geral é normal e a história clinica é característica.

Normalmente a dor está relacionada a situação de estresse muscular e ósseo em crianças muito ativas, porém novos estudos mostraram uma associação grande da dor do crescimento com a deficiência de vitamina D e a síndrome das pernas inquietas.

Deficiência de vitamina D
Essa condição de deficiência de Vitamina D, cada vez mais encontrada tanto em crianças quanto em adultos, está presente em cerca de 86% das crianças com dores do crescimento. A reposição da vitamina melhora os sintomas e diminui a ocorrência da dor nesses casos.

Síndrome das pernas inquietas
A síndrome das pernas inquietas é uma condição neurológica, encontrada também na faixa pediátrica, que se caracteriza pela agitação motora involuntária dos membros inferiores, mais intensamente à noite, causando distúrbios no sono e podendo gerar quadros dolorosos, similares ao da dor do crescimento.

Tratamento
A dor, em geral, melhora sem a necessidade de medicação analgésica. Apenas cerca de 20% das crianças necessitam de medicação. A atenção dos pais, associada a massagem ou medidas locais (pomadas, gelo, bolsa de água quente) é suficiente para aliviar os sintomas e permitir o sono da criança. Se a criança permanecer com dor no dia seguinte, é fundamental a avaliação médica, uma vez que esse comportamento não é condizente com a dor do crescimento.

A reposição de vitamina D deve ser realizada nos casos em que há deficiência da mesma. Quando diagnosticada a síndrome das pernas inquietas, essa deve ser tratada adequadamente para a melhora do quadro.

Mensagens finais
A dor do crescimento é uma condição muito comum. Na maioria dos casos, não necessita de nenhum tratamento especifico e tende a melhorar na adolescência.

Devem ser investigados fatores associados, como a deficiência de vitamina D e a síndrome das pernas inquietas. Na presença dessas condições, o tratamento da dor é associado ao tratamento destes fatores.

Dores muito intensas, que ocorrem ou persistem durante o dia, em especial pela manhã, não são características da dor do crescimento e devem ser investigadas pelo pediatra ou pelo ortopedista.