Posts

Joanete (Halux Valgo)

O joanete é o desvio do dedão para fora, em direção aos dedos menores, acompanhado de um desvio do primeiro osso do pé para dentro. A saliência que aparece na borda interna do pé não é um osso que cresceu: é a cabeça do primeiro metatarso, que ficou exposta quando o dedo saiu do lugar. O nome técnico é hálux valgo.

O desvio também gira o dedo sobre o próprio eixo. Nos casos mais avançados, o dedão chega a se sobrepor ao segundo dedo, e aí a deformidade deixa de ser só do dedão e passa a empurrar os outros.

É uma das deformidades mais comuns do pé. Estimativas populacionais apontam presença em cerca de 23% dos adultos entre 18 e 65 anos, chegando perto de 36% depois dos 65, com frequência bem maior em mulheres: em torno de 30%, contra 13% dos homens. Leia mais

Tíbia Torta Póstero-Medial: O que é e como tratar?

Saiba tudo sobre a tíbia torta póstero-medial: uma condição rara que afeta a tíbia. Entenda o diagnóstico, tratamento e como buscar ajuda médica.

Queimaduras, quedas, sufocamento: como proteger os filhos de acidentes domésticos?

Durante incidente, pais e cuidadores precisam manter a calma antes de agir; entenda

Quando o bebê nasce, a família se prepara para a chegada do pequeno: compra toda a espécie de itens de maternidade e, em alguns casos, até reforma a casa. No entanto, as crianças crescem rápido e logo aprendem a ficar sentadas, a engatinhar e a dar os primeiros passos. É aí que mora o perigo.

Leia mais

Tem problema se a criança sentar em W?

Certamente você já deve ter ouvido por aí que criança não pode sentar com as pernas na posição “w”. Afinal, será que é mesmo prejudicial? Os especialistas respondem!

Leia mais

Por que o meu pé sempre dói quando eu uso um sapato novo?

Confira as razões explicadas pelo Dr. Bruno Massa, em entrevista para a Veja SP.

Matéria completa em: Por que o meu pé sempre dói quando eu uso um sapato novo?

Pé chato do adulto (pé plano valgo)

Embora muito frequente, o pé chato nos adultos – diferentemente dos casos pediátricos – não costuma ser um motivo de procura médica.

O chamado pé plano valgo flexível indolor é uma variação da anatomia normal, muito comum e presente desde a infância. Embora não impeça a prática de atividades esportivas, pode ser incorretamente avaliado como “pisada errada”. Na realidade, por se tratar apenas de uma variação da normalidade, não necessita de tratamento e a tentativa de “corrigir” pode, inclusive, gerar dor e lesões.

Desta forma, o pé chato do adulto costuma ser assintomático e passa a preocupar, quando causa dor.

Pessoas que não tinham pé chato e passam a ter (pé plano adquirido) também costumam procurar avaliação de um especialista. Nestes casos, os principais diagnósticos diferenciais são: a insuficiência do tendão tibial posterior, sequela de fraturas e artropatia de Charcot.

Insuficiência do tendão tibial posterior

A curva natural que temos na parte de dentro dos pés – chamada de arco plantar – é mantida ativamente por diversas estruturas, sendo o tendão tibial posterior uma das principais.

Durante a caminhada normal o tendão tibial posterior é ativado, modificando o alinhamento dos ossos e permitindo a transmissão de força para o solo. Quando se torna insuficiente, as outras estruturas de manutenção do arco ficam sobrecarregadas e o pé se torna progressivamente chato.

Essa patologia tem componente genético e sofre influência da alteração hormonal da menopausa, sendo portanto, mais frequente nas mulheres.

Muitas vezes pacientes com insuficiência do tendão tibial posterior são tratados por muito tempo de forma equivocada por dores secundárias (fascite plantar entre elas), sem que se identifique a causa principal.

Apenas em um estágio muito inicial da doença o tratamento pode ser conservador. Os demais casos envolvem uma abordagem cirúrgica.

Sequelas de fraturas

Fraturas que envolvem articulações costumam evoluir artrose (degeneração da articulação) e podem gerar perda do arco do pé.

Quando não há um perfeito alinhamento entre os fragmentos ósseos, após o tratamento da fratura (redução inadequada ou não redução das fraturas), a articulação pode sofrer degeneração e evoluir com perda do arco plantar.

Casos assintomáticos podem ser acompanhados, adaptando-se os calçados.

Independente da causa, se a mecânica do pé é alterada, perdendo-se o arco plantar, pode haver calosidade e dor. Nos casos sintomáticos, além da adequação dos sapatos, a correção cirúrgica das deformidades pode ser necessária para melhora da mecânica.

Artropatia de Charcot

De maneira resumida, essa doença é uma consequência da perda de sensibilidade do pé.

Em pessoas normais, traumas geraram dor e levam o individuo a proteger o pé: caminha-se com mais cuidado, até mesmo evitando o apoio do pé acometido, diminuindo a chance de novos traumas.

Com a perda de sensibilidade, ao ocorrerem lesões no pé, o paciente não percebe e as lesões vão se repetindo. Toda lesão gera um componente inflamatório – essencial para a cicatrização – mas, com os traumas frequentes, há manutenção e aumento do processo inflamatório, gerando um enfraquecimento dos ossos e provocando deformidade progressiva.

A anatomia do pé se altera, surgem pontos de pressão que, nesses pés insensíveis, podem se tornar calosidades e posteriormente ulceras.

Após o diagnóstico, o tratamento envolve a proteção do pé na fase inflamatória, a correção das deformidades residuais e a proteção das áreas de pressão para evitar o aparecimento de ulceras.

 

As preocupações mais frequentes dos pais em ortopedia pediátrica

Conheça as preocupações mais frequentes dos pais em ortopedia pediátrica

1. Pé chato

Conhecido no meio médico como “pé plano”, geralmente é notado pela família ou pelo médico pediatra quando o bebê começa a andar. Muitas vezes se torna uma fonte de grande preocupação. Questionamentos a respeito do que fazer (ou não fazer nada?!) ou se a criança pode ter problemas no futuro invadem as mentes de pais, avós, tios… É muito importante entender que o pé chato é, na maioria das vezes, uma variação normal. Deve ser uma preocupação quando for rígido (não formar a curva nem quando na ponta dos pés), for doloroso ou quando for adquirido (não tinha pé chato e passou a ter).

 

2. Luxação Congênita do Quadril (displasia do desenvolvimento do quadril – DDQ)

A doença mais frequente do quadril nos primeiros anos de vida. É fundamental fazer o diagnóstico ou pelo menos a suspeita logo no berçário ou nos primeiros meses. Para isso o exame físico adequado complementados muitas vezes por exames de imagem (ultrassom e radiografia) são suficientes. O tratamento varia com a idade, sendo mais invasivo (cirurgia) nas crianças mais velhas.

 

3. Pé torto

O termo pé torto é muito genérico e pode significar praticamente qualquer coisa desde doenças até variações normais. Os mais importantes são:

                    Pé torto congênito

  • Pé torto congênito – quando o pé tem curvatura intensa para a parte interna do pé e é rígido. Não pode ser corrigido pela manipulação simples e é tratado por manipulação e troca de gesso segundo o método de Ponseti.

               Pé metatarso adulto

 

 

  • Pé metatarso adulto – também aponta para dentro, mas menos intensamente e mais flexível que o pé torto congênito. Na Maioria dos casos tem melhora espontânea. Pode necessitar de tratamento se for doloroso (em especial no uso dos calçados).

                         Pé talo vertical

 

  • Pé talo vertical – também conhecido com pé em mata borrão. É um pé plano rígido. Uma saliência (cabeça do talus) pode ser palpada na planta do pé. Deve ser tratado com manipulação seguido de cirurgia.

 

 

4. Diferença de comprimento entre as pernas

Muitas pessoas têm diferenças pequenas de comprimento entre as pernas (de até 1,5cm) e nunca se deram conta disso. Diferenças maiores geram repercussão e devem ser tratadas. Identificar a causa da diferença é fundamental para prevenir que ela aumente. O tratamento é mais fácil no indivíduo ainda em crescimento e pode variar da compensação com palmilhas à cirurgia.

 

5. Quedas frequentes

Crianças seguem um “cronograma”. Esse corresponde ao desenvolvimento do esqueleto, musculatura e principalmente do cérebro. Ele não é idêntico para todos, segue um padrão com períodos variados nos quais a criança pode desenvolver determinada habilidade como engatinhar, andar, subir escadas, saltar e correr. Na maioria das vezes, a criança tem apenas um amadurecimento mais tardio e não necessariamente significa uma doença.

Quando, no entanto, o desenvolvimento foge muito do esperado deve ser avaliada pelo pediatra em conjunto com o especialista adequado para estabelecer o diagnóstico e planejar o tratamento específico.

Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ)

A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) acomete de 1,5 a 2,5 em cada 1000 nascidos vivo. Antigamente chamada de luxação congênita do quadril, foi renomeada pelo fato de nem todos os pacientes nascerem com o quadril luxado e luxarem com o desenvolvimento, ainda nos primeiros meses de vida. A importância do diagnóstico e tratamento adequado é importante pela associação à artrose (desgaste articular) do quadril e por isso a um maior índice de artroplastias (próteses) em relação à população geral.

O diagnóstico deve ser realizado, preferencialmente, ainda no berçário, por meio de exame físico. Pode ser complementado por exames de imagem tanto no rastreamento de casos com maior risco ou para confirmação do diagnóstico. Os achados variam com a idade do paciente, nos mais novos é identificado um estalo específico no exame. Com o tempo ficam mais evidentes a diferença de comprimento das pernas (principalmente em casos unilaterais) ou uma curvatura acentuada na coluna (hiper lordose na coluna lombar). Dor não é um achado comum nas crianças.

Em crianças muito novas, o melhor exame complementar é o ultrassom. Nesse são identificados a cobertura óssea e a cobertura cartilaginosa da cabeça do fêmur, medidas através de dois ângulos (alfa e beta, respectivamente). Nas crianças mais velhas, a radiografia da bacia identifica a luxação e a displasia da bacia (deficiência de cobertura óssea).

O tratamento  pode variar desde o uso do suspensório descrito por Pavlik  à redução aberta com osteotomias pélvica e femoral, dependendo de cada caso especificamente. Casos não tratados ou com tratamento insuficiente, na idade adulta,  podem precisar de artroplastia (prótese) do quadril.

 

Seu filho tem pé chato? Será?

A anatomia do pé plano é natural em todos os recém-nascidos e se mantém assim por algum tempo. Diagnóstico certeiro só mesmo após os quatro anos de idade

Entre tropeços e acertos, por volta do primeiro ano de idade, os pequenos começam a arriscar alguns passos. Mas logo já estão dando aquele trabalho, correndo pela casa toda, certo? Entretanto, passado algum tempo, quando notam algo estranho na aparência do pé ou no modo como o filho anda, apoiando toda a planta no chão, os pais podem se perguntar se a criança tem pé chato. Trata-se de uma constituição anatômica normal a todos os bebês durante os primeiros anos de vida. No entanto, a curvatura do pé depende do desenvolvimento da criança e até mesmo do estímulo do andar para se formar. Por isso, o diagnóstico só pode ser confirmado aos 4 anos de idade.

Se ainda assim a queixa persistir, os pais devem procurar um ortopedista para avaliar não apenas a anatomia, mas também a rigidez e o incômodo que o paciente sente. Entretanto, o pé pode, de fato, ter menos arco medial e não causar sintomas à criança. A intervenção médica só é recomendada quando há dor ou calosidade.

Quando a condição interfere apenas no andar, ou se trata apenas de uma questão estética, a cirurgia não é indicada, pois é preciso respeitar a mecânica natural de cada indivíduo.

Uma das causas mais frequentes de fratura em atletas ocorre quando o técnico tenta modificar o modo como a pessoa corre. Isso aumenta oestresse em estruturas que antes não estavam preparadas para isso e gera lesão em vez de melhorar o desempenho.

Quando o médico percebe, no exame físico, que as articulações não são flexíveis entre elas, essa rigidez também é motivo de intervenção, que pode ser cirúrgica, a fim de realinhar os ossos do pé, ou readequar o uso de calçado. Tal condição, mais frequente em pés planos, pode indicar a presença de uma ponte óssea que limita o movimento entre os ossos do pé, e isso geralmente causa dor. Também pode acontecer de o paciente passar a infância sem sintomas e o problema incomodar na fase adulta.

Bota e palmilha resolvem?

A antiga resolução para o pé chato ficou no passado. Vários estudos aplicados em populações diferentes, que usaram e não usaram bota, apontaram que o percentual de crianças que mantiveram o pé plano é igual ao das que não o mantiveram. Ou seja, sem eficácia comprovada, o método não é mais utilizado.

O que de fato surte efeito é deixar que a criança ande descalça desde pequena, em terrenos diferentes. A meia antiderrapante não vale. Só mesmo com o pé no chão o bebê vai se acostumando às diferentes texturas e temperaturas. Isso fortalece a musculatura intrínseca do pé e diminui a incidência de pé plano.

Vale ressaltar ainda que pés planos são flexíveis e amortecem muito bem; por isso, outra recomendação é optar por calçados mais firmes, com bicos arredondados. Também não custa nada lembrar que o uso de salto alto é recomendado apenas a partir da adolescência, quando já se atingiu maturidade óssea.

Artigo escrito pelo Dr. Buno Massa para o ABC da saúde infanto-juvenil

Aprenda a comprar sapatos confortáveis

Aprenda como comprar um sapato, confira as dicas com o ortopedista Dr. Bruno Massa nessa matéria para o Bem Estar.

Matéria completa: Aprenda a comprar sapatos confortáveis